Comprando no Fake Market, quase perdemos o Trem e Celular Chinês – Viagem para a China #08

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Resumo em vídeo:

Se prepare que o post de hoje pela China foi cheio de aventuras, teve momentos tensos e de deixar as emoções a flor da pele. De forma muito calma, fomos até a estação de metrô Shanghai Science & Technology Museum que ouvimos falar que tinha um fake market (local que vende produtos “xing-ling” e por preços baixos). O objetivo era comprar pelo menos uma blusa para cada, touca e luva pois ao final do dia partiríamos para Pequim e lá a temperatura estava baixa e não fomos preparados para tanto frio.

Acabamos chegando muito cedo no fake market e as lojinhas ainda estavam fechadas. Ali mesmo na estação de metrô, paramos numa lanchonete para tomar um café da manhã. Pegamos 1 salgado e 1 capuccino e deu em torno de 40 RMB (R$20,00). Ficou bem caro esse café, já que só o capuccino saiu em torno de R$15,00. O Frasco saiu e para pegar 1 chá gelado em uma lojinha de conveniência ali do lado.

Nesse meio tempo que o Frasco saiu para pegar o chá e enquanto eu adoçava meu capuccino, chegou um chinês do nada e começou a tentar puxar papo comigo. Eu comecei a ficar bem assustada, mas como a lanchonete tinha outros turistas, eu fiquei mais calma, porque qualquer coisa eu começava a gritar e pronto. Ele ficava perguntando se eu falava inglês, e eu tentando me esquivar da conversa, só fazia que não com a cabeça para não dar corda. Até que ele pegou o celular, sentou no lugar do Frasco e começou a falar que vendia bolsas, carteiras, tênis, mochilas e relógios. Por sorte o Frasco chegou e tomou o lugar dele e falou que não queríamos nada. Ele ainda relutou um pouco, quis mostrar os itens pro Frasco, mas como falamos que não queríamos ele foi embora.

Deu 10 horas e lá fomos nós gastar todo dinheiro que levamos para as compras… pelo menos a ideia era essa. Já de cara, os vendedores te olham como uma presa prestes a ser devorada. E eles não só olham como começam te abordar, oferencendo produtos, chamando pra entrar nas próprias lojas e aí já começamos a ficar incomodados. Toda lojinha que olhávamos com curiosidade de ver os produtos, já vinha o vendedor te puxando. Sim, esse é o costume deles e não adianta esperar que seja diferente na loja do lado. Ah, e tudo lá é falso mesmo. Nada é original!

Tomamos coragem e entramos na primeira loja para dar aquela famosa “olhadinha”. Que arrependimento! Nenhuma mercadoria possuía preço. Eles dão o preço de acordo com sua cara e pode ter certeza de que o valor que oferecem é 500% acima do preço que vale. Nós entramos numa loja para olhar as blusas e o Frasco gostou de 1 blusa e a princípio a vendedora falou que custava 1.000 RMB (R$500,00). Pirou né? Jamais pagaríamos esse preço por 1 blusa, que nem original era. Falamos que não queríamos e fomos em direção à saída da loja. Já do lado de fora, ela começou a gritar para voltarmos que faria um preço melhor. Já de cara, abaixou o valor para 200 RMB (R$100,00). Acredita? De 1.000 já foi pra 200 RMB! Voltamos para negociar, pois enfim o preço tava ficando bom. Mas, se a vendedora jogou já 200 RMB, significa que valia no máximo 100 RMB. Depois de 1 hora (sim, eu disse 1 HORA) de negociação, prontos para fechar as compras, a moça disse que daquele modelo não tinha o número da blusa do Frasco. Aff… ficamos com muita raiva! Saímos da loja e a vendedora gritando brava lá de dentro.

Acredite, esse tipo de negociação é o mesmo se você quiser comprar uma meia. Você fica tentando barganhar com o vendedor e ele sempre quer ganhar em cima de você, colocando o preço lá nas alturas. Isso começa a irritar de uma forma que chegamos a um ponto de só querer sumir dali. Já estávamos com pouco tempo, e qualquer negociação durava um bom tempo e os vendedores, literalmente, te seguram pelo braço pra não sair da loja.

Como o tempo esgotado e com muita raiva, saímos do fake market rumo atrás da compra do celular do Frasco. Afinal, em poucas horas seguiríamos viagem rumo a Pequim e as fotos do meu celular estavam ficando muito ruins. O Frasco já estava pesquisando a algum tempo sobre os celulares chineses. Muitas pessoas compram estes celulares no Brasil, porém tem que pagar cerca de R$200,00 de taxa. Então já que estamos lá, porque não economizar neste custo, não é mesmo? O celular que o Frasco mais queria era o OnePlus 5, o top da marca, que tem especificações bem interessantes e atenderia muito bem para o que ele procurava. O problema é que chegando lá descobrimos que esse celular, apesar de ser chinês, só era vendido pela internet! E apesar da possibilidade de comprar pela internet, não haveria como receber no hostel, pois não teríamos certeza quanto ao prazo e em qual cidade estaríamos.

Mas como o celular travava muito, ele acabou escolhendo a segunda opção: Xiaomi mi6. No mapa descobrimos uma loja da marca em um shopping. Logo fomos para lá. Como nosso tempo era escasso, em 15 minutos ele apenas deu uma olhada por cima. Ele queria a versão de 64gb que era um pouco mais barato, mas como eles não tinham no estoque, então teve que pegar a versão 6gb de RAM, 128gb de armazenamento e corpo de cerâmica (que pena ter que pegar um melhor, não é mesmo?! Hahahaha). O custo foi de aproximadamente 1.500 reais. Na correria só foi possível comprar uma película que foi colocado na hora pelo atendente e o celular já vinha com 1 capinha simples.

Especificações do celular: Xiaomi Mi6

6GB Memória RAM

128GB de armazenamento

Versão cerâmica

Dual SIM Card (Dois chips)

Processador: Qualcomm Snapdragon 835 2.45GHz

Duas câmeras traseiras de 12MP

Câmera frontal de 8MP

Tela de 5.15 polegadas

Filma em 4K

Quick Charge (bateria cheia em uma hora)

Capacidade de bateria: 3350mAh

Interface: Tipo C

Apesar da escolha pela linguagem do celular ser em inglês, o sistema estava na versão chinês! Então a maior parte era em inglês, mas em alguns aplicativos o chinês predominava. Hahahaha.

Na mesma semana, o Frasco viu que houve uma promoção nos sites chineses que tornaram esse celular mais barato, cerca de R$1.200,00. E mesmo somando os R$200,00 da taxa, ainda ficaria mais barato. Mas mesmo gastando um pouco mais caro, foi importante sair com o celular em mãos, já que ele foi fundamental para fazer fotos fantásticas da nossa viagem e que vocês vão conferir aqui no blog nos próximos episódios.

Com o tempo mais que apertado, fomos para a estação de trem central – Hongqiao Railway Station. Eu já tinha comprado os ingressos através do site Ctrip (lembre-se bem desse site, que iremos falar em outro post dos aplicativos e sites úteis para viajar para China). Pagamos R$180,00/pessoa e essa foi opção com melhor custo/benefício que encontramos para ir de Shanghai a Pequim. Chegando na estação, só precisaríamos ir na bilheteria e pegar os tickets impressos. Na hora que chegamos na bilheteria e a moça entregou os tickets ela só falou: “vocês estão na estação errada”. QUÊ? COMO ASSIM? TÁ PIRANDO? – e aqui começou o desespero! Começamos a correr de um lado pro outro para descobrir onde seria a estação correta. Só que lembram que placas e pessoas na China mentem e te levam pra lugares nada a ver? Pois é, e isso aconteceu de novo.

Pedimos informação para 4 pessoas. Duas delas falaram a mesma direção e as outras 2 falaram coisas completamente diferentes. Sem tempo pra pensar, faltando apenas 45 minutos para a partida do trem, compramos bilhetes do metrô e fomos para a estação de metrô para partir dali. Chegando na fila do metrô, um anjo iluminou o Frasco para pedir pela última vez informação para um rapaz que estava ali na nossa frente na fila. Ele, de forma muito calma, nos disse que estávamos indo na direção errada e apontou outra estação. O Frasco pediu se ele tinha certeza, ele pegou o celular dele, abriu o mapa, conferiu as informações e confirmou que deveríamos descer em outra estação. Nesse momento nossa cabeça entrou em parafusos. Tínhamos 2 saídas, confiar nas 2 pessoas que deram a mesma informação sem nem dar muita atenção pra gente, ou nesse rapaz que foi atencioso e demonstrou muita confiança. Escolhemos acreditar nele!

Quando se compra bilhetes de metrô você tem que escolher a estação de destino final. Como tínhamos comprado pra descer em outra, o bilhete não liberava nossa saída e realmente não tínhamos mais tempo. O guardinha viu que éramos turistas e liberou nossa saída pela lateral. Chegando na estação Shanghai South Railway Station vimos no painel o número do nosso trem e voamos pra a entrada. Sim, ainda tinha a vistoria das mochilas e de nós mesmos. E a gente desesperado, correndo contra o relógio. Os portões do embarque abrem 15 minutos antes da partida do trem e chegamos exatamente faltando os 15 minutos. Só fomos rapidinho numa loja de conveniência, pois ainda estávamos somente com o café da manhã e já era 18:00 horas, e compramos pão, chá gelado e bolacha.

Nesse sufoco todo, conseguimos entrar no trem! Caso a gente tivesse perdido, não teríamos onde passar a noite, pois pegamos o trem pra viajar de noite para economizar 1 pernoite de hostel, além de perder a reserva do hostel de Pequim do dia seguinte, mais o valor da passagem do trem e teríamos que comprar outra passagem. O prejuízo seria enorme!

E finalmente, terminou esse dia cheio de correria e loucuras por Shanghai. Amanhã contaremos mais sobre como foi nossa viagem de trem e já fomos em alguns pontos turísticos muito lindos! Não perca e inscreva-se no nosso canal do youtube para acompanhar tudo – www.casal.tv

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